Dificuldade com as novas gerações no ambiente de trabalho?

Bianca
Não é novidade que as organizações dependem das pessoas que nela trabalham para atingir seus objetivos.
Os profissionais precisam ser engajados para apoiar a empresa frente a competitividade acirrada em escala global, a pressão dos clientes e da sociedade por produtos e/ou serviços de qualidade, entre tantos outros fatores.

Para gerar engajamento não basta remunerar bem, pois as novas gerações de trabalho, quando sentem que seu ambiente e/ou o desenvolvimento de atribuições deixou de atender suas expectativas, eles vão em busca de novos desafios.

Neste sentido, é de extrema importância que os líderes conheçam melhor cada pessoa em sua equipe e organização, buscando possibilitar a integração entre as diversas gerações e sabendo oferecer aquilo que atenda melhor a expectativa desses novos profissionais.

Essas pessoas de diferentes gerações também cruzam o seu caminho enquanto clientes e fornecedores.

Já há tempos consolidados no mercado de trabalho, as gerações Baby Boomers e X passaram a dividir espaço com as mais novas gerações Y e Z.

A Geração Y ainda é um grande desafio, mal os líderes aprenderam a conviver com ela e já chegaram os profissionais da geração Z, ampliando ainda mais a dificuldade.

A Geração Y começou a surgir no início da década de 80 até meados de 1999. Chegou a conhecer o mundo sem ou com pouca tecnologia, entretanto se desenvolveu em uma época de muito avanço tecnológico e mal se lembram da ausência dela. Tornaram-se hábeis em realizar múltiplas tarefas, cresceram inseridas em muitas atividades e, por isso, desmotivam-se muito fácil em ambientes que não tragam diversidade de desafios e novidades. Possuem muitas ideias e são criativos. É comum que estes profissionais troquem rapidamente de emprego por causa de salário, mas especialmente devido à busca de mais desenvolvimento e crescimento profissional.

Como consumidores, são muito exigentes por serem muito bem informados e terem profundidade quanto às tecnologias. Internet é uma necessidade essencial para esses profissionais.

Já a última Geração que está chegando no mercado de trabalho é a Z, nascidos entre 1990 e 2010.
Esses profissionais nunca viram o mundo sem a informática. Foram crescendo em conjunto com a expansão exponencial da tecnologia. São nativos digitais. Estão conectados o tempo todo.
Por não terem conhecido o início da globalização, não se intimidam com limitações geográficas.
Estão sempre online, o que traz um desafio na interação social. Normalmente muito fechados e isolados com seus fones de ouvido, tem a comunicação verbal e a capacidade de ouvir como características não fortes em seu perfil. São livres e não mostram expectativas por longos períodos em uma única empresa e até mesmo em uma única carreira. Valorizam os novos modelos de trabalho como Home Office, atividades informais ou liberais, fazendo sua renda através de blogs e outros temas relacionados às mídias. Não estão preocupados com estereótipos e nem com estabilidade. Contestam padrões. São autênticos.
Buscam experiências radicalmente customizadas.

E frente esse cenário de profissionais com novas e diversas características, os líderes e as empresas necessitam aplicar as melhores alternativas de reter e desenvolver grandes talentos.

Isso naturalmente gera uma série de incertezas:
– como lidar com as novas gerações?
– como se comunicar adequadamente com elas?
– como despertar o engajamento?
– como os integrar em um ambiente corporativo? e,
– como extrair o melhor de cada uma deles?

Existem formas de transpor as dificuldade. Algumas delas:
– enxergue nos seus profissionais o conhecimento que possuem sobre o comportamento dos novos consumidores e os deixe participar da criação e definição das novas formas de se relacionar com o cliente;
– ofereça desafios ousados;
– abra oportunidades para que participem dos objetivos da organização;
– evite atividades rotineiras e não desafiadoras: e,
– estimule a troca de informações e conhecimentos.

E ainda vem mais… As crianças de hoje, nascidas a partir de 2010, já compõem a próxima geração profissional: Alpha.

Estudos indicam que tratará de uma geração mais inteligente e com mais capacidade de resolver problemas.
Em pouco tempo, a partir de 2024, estarão inseridos no mercado de trabalho, porém em curtíssimo prazo já serão consumidores muito influentes!

Melhor já ir se preparando para mais essa integração.

Bianca Pavan é psicóloga com 18 anos de experiência profissional com pessoas em ambiente corporativo, atualmente voltada à consultoria empresarial e mentoring em direcionamento de carreira. Agora em parceria com Sueli Rodrigues.

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